A ala de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) tem buscado questionar o procedimento do relatório sobre supostas interferências do ministro, argumentando que a análise inicial deve focar em questões processuais.

Nesta semana, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, assumiu a relatoria da discussão sobre a situação de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou a favor de arquivar o relatório produzido pelo ministro André Mendonça, argumentando irregularidades na sua produção.

Questões processuais

Entre os pontos levantados pela ala de Moraes, estão a eventual nulidade do relatório de Mendonça e a falta de acesso a todo conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF).

Segundo a PF, o ministro Moraes atuou diretamente na análise e edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa do ministro.

Prazos e discussões

Nesta segunda-feira (14), termina o prazo para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se manifestem sobre a produção do relatório. Além disso, Fachin deu prazo de 24 horas para a PF prestar informações sobre o celular de Vorcaro.