A divulgação da estimativa de alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) – o futuro imposto sobre consumo do governo federal no âmbito da reforma tributária – gerou uma onda de críticas de representantes do setor produtivo.

Propostas divergem

Em 2020, proposta semelhante foi divulgada pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, chefiada pelo ministro Paulo Guedes, contemplando uma alíquota de 12% para a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) do governo federal.

Já a reforma tributária aprovada pelo Congresso no governo Lula baseou-se no modelo de Bernard Appy (CCiF), mas adaptou o projeto original: em vez de um imposto único (IBS) gerido por todos, o Congresso optou pelo IVA Dual, dividindo-o em CBS (federal) e IBS (estadual/municipal).

Imposto do pecado

As duas propostas (Lula e Guedes) compartilhavam o conceito de IVA e a instituição de um imposto seletivo, também chamado de 'imposto do pecado'. O projeto original de Appy, entretanto, previa a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um único imposto, o IBS.