Aparecida de Goiânia terá, em até 90 dias, uma casa de acolhimento destinada a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O espaço terá endereço sigiloso, capacidade estimada para receber até 20 pessoas e oferecerá abrigo temporário para mulheres que precisam deixar suas residências em razão de ameaças ou agressões. A medida integra a nova Política Pública Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que será sancionada pelo prefeito Leandro Vilela (MDB) nesta quarta-feira, 4.

Em entrevista ao Jornal Opção , a secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Carolina Tavares Araújo, explicou que a unidade funcionará como uma casa de passagem, onde as vítimas poderão permanecer por aproximadamente cinco a dez dias, enquanto buscam alternativas seguras de moradia. Segundo ela, o espaço está em fase de estruturação e deverá começar a funcionar dentro de três meses. “Quando a mulher precisa sair, ela não tem onde ficar.

A gente oferta ali em torno de cinco dias, dez dias, até ela se organizar e ter um local para poder residir. Às vezes, o agressor não saiu da casa, ela não tem onde passar a noite. Aí a gente recebe essa mulher”, explicou.

A secretária ressaltou que a localização da unidade não será divulgada por questões de segurança. O objetivo é oferecer proteção imediata às vítimas que enfrentam ameaças e precisam ser afastadas temporariamente do ambiente familiar.