Arquivos da polícia secreta comunista húngara são liberados após 37 anos. Em 4 de novembro de 1956, tanques soviéticos entraram em Budapeste para suprimir a revolução húngara. Trinta e sete anos depois, os arquivos da polícia secreta comunista húngara foram abertos ao público.

O governo húngaro justifica a medida como parte de sua promessa de tornar a Hungria uma sociedade mais transparente. No entanto, críticos argumentam que a liberação dos arquivos, muitos dos quais incompletos, pode causar divisões e angústia familiar.

Primeiro acesso em 36 anos

Desde 1998, era possível solicitar acesso aos próprios arquivos, mas muitos nomes eram ocultos e outros arquivos retenidos pelas autoridades posteriores para fins internos. Nos últimos 36 anos, houve várias vazamentos de dados, especialmente durante governos conservadores e social-liberais.

A partir desta semana, cerca de 60 mil pessoas que foram recrutadas pela polícia secreta comunista têm seus nomes e dados pessoais disponíveis no site nyitottaktak.hu.

Criticidade da medida

Historiadores como Krisztian Ungváry defendem que o acesso à informação sobre o que o estado registra sobre os cidadãos é um direito dos cidadãos e não deve depender das decisões dos governantes. Muitos foram recrutados sob ameaças, incluindo perdas de emprego ou estudo, ou revelações sobre vidas íntimas.