O ativista Sonam Wangchuk completou 20 dias de greve de fome nesta sexta-feira (17), em Nova Délhi, como parte de um protesto organizado pelo Cockroach Janta Party (CJP) que exige a renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, devido a supostas irregularidades em exames.
Greve de fome e saúde do ativista
Wangchuk, conhecido por seu trabalho em reformas educacionais e ambientais, permanece firme em sua decisão de não encerrar o jejum, mesmo com a deterioração de sua saúde, que já resultou em uma perda de mais de nove quilos desde o início da greve em 28 de junho. O médico que acompanha o ativista expressou preocupação com seu estado físico, mas Wangchuk afirma que desistir enviaria uma mensagem ao governo de que não precisa prestar contas ao povo.
Reações políticas e apoio ao protesto
O protesto de Wangchuk recebeu apoio de figuras políticas de diferentes espectros, incluindo o ex-chefe do governo de Delhi, Arvind Kejriwal, e o partido Congress, que se manifestaram em solidariedade. Kejriwal se juntou aos manifestantes na quinta-feira, exigindo a saída de Pradhan. Por sua vez, o líder do Congresso, KC Venugopal, fez um apelo a Wangchuk para que encerrasse sua greve de fome, expressando a indignação do partido em relação à falta de responsabilidade do governo de Narendra Modi, especialmente em relação ao sistema de exames.
Enquanto isso, a Editors Guild of India criticou a falta de disposição de Modi para realizar conferências de imprensa não roteirizadas, destacando que, desde que assumiu o cargo em 2014, o Primeiro-Ministro só realizou uma coletiva de imprensa, na qual desviou todas as perguntas ao Ministro da Justiça, Amit Shah. A associação de jornalistas ressaltou que a comunicação unidirecional, principalmente por meio das redes sociais, não substitui a interação pública com a mídia independente.
No contexto das manifestações, a situação de Wangchuk e a resposta do governo levantam questões sobre a liberdade de imprensa e a responsabilidade do governo na Índia, que ocupa a 157ª posição em 180 países no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2026.
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