Entra ano e sai ano, uma das maiores preocupações no período chuvoso é não ficar preso em uma via que alaga em Goiânia. Marginal Botafogo, Marginal Cascavel, Avenida 87, T-9, entre várias outras vias que ficam completamente tomadas pelas águas quando cai um grande volume de chuva na capital. Algumas ações foram tomadas pela atual gestão para mitigar essas questões, desde a ampliação do serviço de limpeza de bueiros até a instalação de cancelas automáticas para evitar o tráfego em algumas das vias mais críticas durante fortes tempestades.
Mas, entretanto, as ações são paliativas, e outras medidas já estão sendo tratadas e estudadas para sanar de vez esses problemas. Neste mês de junho, o Jornal Opção antecipou que o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), já visava à contratação de um novo empréstimo, no valor de R$ 580 milhões, voltado à macrodrenagem. Vale destacar que Goiânia não contava com um plano voltado para a drenagem, o que começou a mudar no primeiro semestre de 2023, quando o Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU-GYN) teve os seus primeiros rascunhos formatados.
Em entrevista ao Jornal Opção , Sandro Mabel explicou que o financiamento será destinado a obras enquadradas no Fundo Clima, que são ações voltadas à adaptação da cidade às mudanças climáticas. Ele conta que as intervenções podem sofrer alterações ao longo do tempo, mas a ação prioritária será a reconstrução completa da Marginal Botafogo. “A indicação das obras pode mudar no decorrer do financiamento, mas, hoje, a obra mais cara que nós visualizamos é realmente a Marginal Botafogo.
Esse dinheiro já entrou dentro do Fundo Clima. Então, ele é destinado a esse tipo de aplicação, voltada ao meio ambiente”, destaca. A via é um dos principais gargalos quando falamos em chuva, tanto por não suportar o volume de água quanto pelos danos estruturais, o que leva a intervenções temporárias cada vez mais recorrentes.
Mabel durante lançamento da construção da Bacia da Marginal Botafogo | Foto: divulgação Mabel destaca ainda que o represamento do Córrego Capim Puba, provocado pela elevação do Rio Meia Ponte, contribui para alagamentos em regiões como a Vila Roriz. Segundo ele, o conjunto de obras tem como objetivo controlar o volume e a velocidade das águas. Quando o nível do Meia Ponte sobe, o Capim Puba fica represado e acaba provocando inundações naquela região da Vila Roriz.
Quando conseguimos diminuir a velocidade e a quantidade de água desses mananciais, liberamos o Meia Ponte e também facilitamos o escoamento do Anicuns. São problemas complexos, mas que podem ser solucionados com um conjunto de obras, afirma. O prefeito afirma que o plano, elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Defesa Civil e demais órgãos, será levado em consideração, além de destacar a pretensão de construir novas bacias de contenção em pontos considerados críticos, como o Capim Puba e a Marginal Cascavel, com o objetivo de controlar a intensidade das águas.
“Nós estamos muito preocupados com a macrodrenagem. Uma boa parte desse planejamento é orientada pelo trabalho da UFG e também da Defesa Civil. Vamos ter que fazer outra bacia de contenção no Capim Puba e também no Cascavel.
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