A Boeing divulgou uma perda superior ao esperado para o segundo trimestre de 2023, com os custos do programa Air Force One impactando significativamente os resultados financeiros da fabricante de aeronaves.

A empresa reportou uma perda de US$ 280 milhões relacionada ao projeto que visa entregar dois aviões 747 ao governo dos Estados Unidos, que servirão como a próxima geração do Air Force One. A Boeing afirmou que está aumentando os investimentos nesse programa e espera realizar a primeira entrega em 2028.

"Embora estejamos avançando em nossos programas de desenvolvimento, você nunca está realmente concluído até que tudo esteja finalizado", comentou o CEO da Boeing, Kelly Ortberg, em uma nota interna aos funcionários.

Resultados financeiros do segundo trimestre

Os resultados do segundo trimestre mostraram um contraste com as expectativas de analistas de Wall Street, conforme relatado pela LSEG:

  • Perda por ação: US$ 0,76 ajustado, em comparação com uma perda esperada de US$ 0,30 por ação.
  • Receita: US$ 24,56 bilhões, superando a expectativa de US$ 24,25 bilhões.

A Boeing, uma das principais exportadoras dos Estados Unidos, registrou um aumento de 8% na receita em relação ao ano anterior, totalizando US$ 24,56 bilhões, impulsionada por um aumento nas entregas de aeronaves comerciais. A produção dos aviões 737 Max, um dos modelos mais vendidos da empresa, foi elevada para 47 unidades por mês, com planos de novos aumentos.

Entregas e fluxo de caixa

No segundo trimestre, as entregas de aeronaves comerciais da Boeing aumentaram 14% em relação ao ano anterior, subindo de 150 para 171 aeronaves. O fluxo de caixa livre foi de US$ 631 milhões, superando consideravelmente a expectativa de um consumo de caixa de US$ 177 milhões e comparando-se a uma queima de US$ 200 milhões no mesmo período do ano anterior.

A empresa reportou uma perda líquida de US$ 428 milhões, ou US$ 0,67 por ação, uma melhora em relação à perda líquida de US$ 612 milhões, ou US$ 0,92 por ação, registrada no ano anterior. Ajustando para itens não recorrentes, a perda foi de US$ 0,76 por ação.

Entre os próximos marcos da Boeing estão as certificações de outros programas de aeronaves atrasados, com a expectativa de que o Boeing 737 Max 7, o menor modelo da família, seja o primeiro a receber a certificação. Executivos da Boeing participarão de uma teleconferência com analistas às 10h30 ET, onde deverão enfrentar perguntas sobre a certificação do 737 Max 10 e do 777X, seu novo modelo de aeronave de fuselagem larga.