A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um alerta sobre a necessidade de inspeções em assentos de centenas de jatos Boeing 737 MAX, que podem ter sido instalados de forma inadequada. A proposta da FAA, divulgada na segunda-feira, abrange 453 aeronaves registradas nos Estados Unidos e sugere que as companhias aéreas realizem verificações nos assentos.
Risco de segurança em emergências
De acordo com a FAA, se os assentos não estiverem corretamente instalados, eles podem se soltar durante um pouso de emergência, potencialmente ferindo passageiros e membros da tripulação. Além disso, assentos soltos podem obstruir o corredor, dificultando a evacuação da aeronave.
Aplicação da proposta e reações
A proposta da FAA se aplica exclusivamente aos jatos registrados nos Estados Unidos, visto que a agência não regula companhias aéreas estrangeiras. Contudo, reguladores de outros países frequentemente seguem as determinações da FAA quando a questão impacta aeronaves que operam em seus mercados.
Um porta-voz da Boeing afirmou à agência de notícias Reuters que a empresa já havia emitido orientações aos operadores sobre o assunto em dezembro de 2025. “Apoiamos a decisão da FAA de tornar essa orientação obrigatória”, declarou o porta-voz em um e-mail.
Histórico de segurança da Boeing sob escrutínio
Esse alerta se soma a anos de escrutínio sobre o histórico de segurança da Boeing. Em janeiro de 2024, um painel da cabine de um Boeing 737 MAX 9 da Alaska Airlines se desprendeu, forçando um pouso de emergência e resultando na suspensão de 171 jatos pela FAA. Investigações subsequentes revelaram que o painel estava faltando quatro parafusos essenciais.
A pressão sobre a Boeing aumentou após uma série de outros acidentes em todo o mundo, além da morte do denunciador da empresa, John Barnett, em março de 2024, enquanto fornecia depoimentos para um processo de segurança contra a Boeing. Em junho de 2025, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA afirmou que a Boeing não forneceu treinamento, orientação e supervisão adequados para evitar o incidente da Alaska Airlines.
Atualmente, existem cerca de 2.300 jatos 737 MAX operando globalmente, com 823 deles registrados nos Estados Unidos, segundo a IBA, uma empresa de consultoria e inteligência em aviação.
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