Jorge Luis Borges, escritor argentino, revelou que seus únicos vícios são ler ‘Dom Quixote’, de Miguel de Cervantes, e ‘A Divina Comédia’, de Dante Alighieri. Em uma coletânea de declarações, o autor argentino faz uma brincadeira sobre suas preferências literárias.

Paixão por clássicos

A admiração de Borges por ‘Dom Quixote’ começou desde a infância. Ele leu a obra de Cervantes em inglês antes do espanhol e chegou a brincar que a versão original em espanhol parecia uma tradução do inglês. A influência do clássico também apareceu em sua própria produção, como no conto ‘Pierre Menard’, autor do Quixote, que explora questões sobre autoria, leitura e interpretação de uma mesma obra.

Influência de Dante

Sua relação com Dante ganhou espaço em diferentes trabalhos. Em 1977, Borges dedicou uma de suas conferências à Divina Comédia, que integrou o livro ‘Siete noches’. Dois anos depois, lançou ‘Nueve ensayos dantescos’, aprofundando sua interpretação sobre o poeta italiano.