Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde,taxa de assassinatos é a menor desde 2012 O Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados em 2025, uma média de 95 aparelhos subtraídos por hora, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). De acordo com os dados, as maiores taxas de roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes foram registradas em capitais e cidades de regiões metropolitanas. Entre as cidades com as maiores taxas do país, 14 são capitais.

O Nordeste concentra oito cidades do ranking, o Norte, seis, e o Sudeste, outras seis. São Luís (MA) lidera o ranking nacional, seguida por Belém (PA) e São Paulo (SP). O relatório destaca o peso da capital paulista, que concentra 5,6% da população brasileira e responde por 20% de todos os roubos e furtos de celulares do país.

Veja lista das 10 cidades com maiores taxas de roubo e furto de celular por 100 mil habitantes: São Luís (MA) lidera o ranking das cidades com maior taxa de aparelhos subtraídos. Arte g1 O levantamento mostra que houve uma redução de 7,7% nos registros de roubos e furtos de celulares de 2024, quando foram 855.113 ocorrências, para 2025, que teve 792.284. Em comparação com 2019, quando houve o pico histórico de 1.053.433 registros, a queda foi de 25%.

Das 27 unidades da federação, apenas Rio de Janeiro (+22,7%) e Paraíba (+21,1%) apresentaram crescimento no número de ocorrências. Em 2025, seis em cada dez celulares levados por criminosos foram furtados - 483.561 ao todo, um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior. Outros 4 a cada 10 celulares subtraídos foram roubados, 308.723 no total, o que representa uma queda de 18,6%.

Furtos acontecem mais no fim de semana e roubos em dias úteis O levantamento mostra diferenças entre os crimes de roubo e furto, e quais são os horários, os dias e os locais em que cada um deles mais acontecem. Furtos ocorrem principalmente aos finais de semana. Sábados e domingos concentram 34,5% das ocorrências; Roubos acontecem predominantemente durante os dias úteis: 73,1% dos casos, com pico nas sextas-feiras; Roubos apresentam dois momentos de maior incidência: entre 5h e 6h da manhã, e entre 18h e 23h, com pico às 20h; Furtos se concentram principalmente entre 10h e 12h, e entre 17h e 20h.

Celular está entre os principais alvos dos criminosos por causa do valor de revenda das peças e do acesso a aplicativos bancários Gladys Peixoto/g1 Segundo o relatório escrito por Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há uma mudança no padrão dos roubos, cada vez mais concentrados no período noturno, quando as pessoas estão voltando do trabalho, da escola ou da faculdade. "Como o roubo é um crime que exige interação entre o criminoso e a vítima, é de se supor que no período noturno seja mais simples para os assaltantes fugirem, e também que haja menos testemunhas", diz o texto. Em relação aos locais dos crimes, 77,2% dos roubos acontecem em vias públicas.

Nos furtos, 49,3% ocorrem nas ruas, 15,2% em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte público. O perfil das vítimas também varia.