A pandemia acabou, mas a Covid-19 não. Enquanto boa parte da população retomou a rotina e deixou para trás cuidados que se tornaram comuns durante a crise sanitária, o coronavírus continua circulando, provocando internações e tirando vidas. O problema é que a doença parece ter desaparecido não dos hospitais, mas das preocupações de muitos brasileiros.
O cenário atual
Os números mostram uma realidade diferente. O Brasil registra seis semanas de crescimento nos casos de Covid-19, com tendência de alta identificada em 19 unidades da Federação, segundo o Ministério da Saúde. O avanço atinge todas as regiões do país e diferentes faixas etárias, de crianças a idosos. Somente em 2026, foram notificadas 118.851 ocorrências de síndrome gripal associadas à doença, conforme dados atualizados até 4 de novembro.
Em Goiás, são 8.067 infecções confirmadas e 23 mortes em 2026. Somente em Goiânia, foram contabilizados 1.435 casos e cinco óbitos. Crianças menores de dez anos concentram 1.878 registros, enquanto pessoas com 60 anos ou mais representam 19 das 23 mortes ocorridas no estado.
É verdade que o cenário atual está distante daquele vivido nos momentos mais críticos da pandemia. Mas os dados reacendem uma discussão que parecia ter ficado no passado: até que ponto a população deixou de se preocupar com uma doença que, poucos anos atrás, mudou completamente a vida de milhões de brasileiros?
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