De acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira (1°) pelo projeto VigIA, pelo menos 554 vídeos e imagens de deepfakes foram publicados nas redes sociais durante a campanha para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, conforme levantamento do projeto VigIA, realizado pela agência de checagem Lupa, que monitora o uso de inteligência artificial (IA) no pleito.

Desafio

Os deepfakes correspondem a 60% do total de 920 publicações coletadas entre os dias 16 de agosto e 28 de setembro. Destacam-se entre as deepfakes mais recorrentes, vídeos em que jornalistas anunciam notícias inventadas e celebridades manifestam, falsamente, apoio a candidatos.

A maioria das postagens falsas (525) foram feitas por usuários comuns, incluindo muitos anônimos. A pesquisadora responsável pelo relatório, Beatriz Farrugia, destaca que esse dado revela um desafio para a aplicação da lei eleitoral: 'Se a gente quer bloquear de toda maneira a publicação de deepfakes pelo risco que impõe ao entendimento das pessoas sobre os eventos políticos, a gente precisa considerar que a maior parte desses conteúdos tem partido de contas de usuários e de avatares anônimos. Aqui a Justiça precisaria trabalhar com as plataformas para tentar identificar essas pessoas.'

Sinalização

O relatório também identificou outro uso de IA que contraria a legislação eleitoral, permitido desde que as peças criadas não sejam confundidas com conteúdo autêntico.