Esta imagem sem data, fornecida pela Fundação Histórica da Pan Am na terça-feira, 21 de julho de 2026, mostra o avião Clipper Endeavour Pan Am Historical Foundation via AP Os destroços de um avião da Pan Am que estava desaparecido havia 74 anos foram finalmente encontrados por exploradores no mar. A descoberta foi anunciada nesta terça-feira (21). O acidente matou 52 pessoas e mudou as normas de segurança da aviação comercial.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O caso aconteceu em 1952. Naquele ano, o Clipper Endeavor, um DC-4 da companhia aérea, perdeu potência nos motores pouco depois de decolar de Porto Rico e fez um pouso forçado no oceano. O voo tinha como destino Nova York e levava 69 pessoas.
Os 17 sobreviventes disseram aos investigadores que todos os passageiros e tripulantes sobreviveram ao impacto. O drama começou logo depois, já que muitos passageiros não encontravam os coletes salva-vidas, e a tripulação enfrentava dificuldades para retirar os botes infláveis. Em poucos minutos, a aeronave afundou.
Os destroços foram localizados no mês passado por uma equipe que utilizou um drone submarino autônomo equipado com sonar. A fuselagem e a cauda do avião estavam a cerca de 2 mil pés de profundidade, o equivalente a aproximadamente 610 metros. Agora no g1 Segundo o especialista em segurança da aviação John Cox, o acidente se tornou um marco para a indústria.
"Este incidente se tornou um catalisador e ajudou a impulsionar avanços na segurança, como melhores equipamentos de flutuação e briefings pré-voo", afirmou em entrevista à Associated Press. "Portanto, este é um passo importante no caminho para o que hoje desfrutamos como segurança da aviação. Foi um grito de guerra na época." Atualmente, antes da decolagem, comissários orientam os passageiros sobre a localização das saídas de emergência, dos coletes salva-vidas e a forma correta de utilizá-los, um procedimento que ganhou força após o desastre.
Além do valor histórico, a descoberta também pode trazer esperança para familiares de vítimas de outros acidentes ocorridos no mar, como o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, em 2014, que levava 239 pessoas a bordo. Anos de pesquisa Imagem mostra o logotipo da Pan Am entre os destroços do Clipper Endeavou Air/Sea Heritage Foundation e Deep Sea Vision via AP A busca pelo Clipper Endeavor começou em 2019, quando o pesquisador Russ Matthews leu uma notícia sobre uma etiqueta de bagagem do voo que havia aparecido na costa da Flórida. A partir dali, ele passou anos analisando arquivos da Pan Am, da Guarda Costeira dos Estados Unidos e relatórios do então Conselho de Aeronáutica Civil, órgão que antecedeu a Administração Federal de Aviação (FAA).
A pista decisiva veio de documentos encontrados em Porto Rico, incluindo o mapa elaborado por pilotos da Força Aérea americana que testemunharam a queda durante um voo de treinamento e estimaram o local do acidente. Uma primeira tentativa de localizar os destroços, em 2024, fracassou por causa do mau tempo. Neste ano, porém, Matthews contou com a ajuda da empresa Deep Sea Vision, especializada em exploração submarina.
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