O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) declarou situação de emergência nesta terça-feira (14), em resposta ao surgimento de uma cratera que afetou o trânsito na BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O problema se agravou ao longo da última semana, levando à interdição do trecho.
Com a emergência decretada, segundo o superintendente do Dnit, Roberto Alcântara, a expectativa é de que o processo de recuperação da via, essencial para a conexão entre a capital e o interior da Bahia, seja acelerado. "Além das questões de ordem técnica e engenharia, nós também temos questões jurídicas e administrativas que precisam ser enfrentadas. Então, a partir do momento que nós temos uma situação de emergência decretada, nós conseguimos ter celeridade nas tratativas", afirmou.
Problemas estruturais e intervenções necessárias
A cratera surgiu na última terça-feira (7) e expôs um problema maior sob a pista, onde técnicos identificaram uma galeria de água a 22 metros de profundidade e quase 180 metros de comprimento. Para avaliar a gravidade da situação, foi necessário realizar uma análise detalhada do terreno. O engenheiro geotécnico Luís Edmundo Campos destacou que o próximo passo envolve fechar a via e aplicar um tratamento que inclui injeções para preencher os espaços vazios.
A obra está agora em uma nova fase, que inclui a instalação de uma estrutura chamada geogrelha, que funciona como uma rede de sustentação sob a pista. Essa estrutura é projetada para estabilizar o terreno, evitando novos afundamentos e garantindo a integridade do asfalto. "A gente não pretende mais tirar isso e não tem mais nenhum processo de ter um afundamento desse material, já que a geogrelha estaria segurando esse material", explicou Campos.
Impactos no tráfego e medidas de controle
Até que a recuperação seja concluída, o KM-604 da BR-324 permanece parcialmente interditado, sem previsão de liberação. O afundamento do pavimento levou à interdição do trecho no sentido Feira de Santana na última terça-feira, e, após uma breve liberação na quarta-feira (8), uma nova cratera se formou, resultando em congestionamentos de até 4 quilômetros.
A interdição causou reflexos no trânsito de Simões Filho, com motoristas buscando rotas alternativas pelas vias urbanas. O Dnit informou que o vazamento na galeria que originou o afundamento foi regularizado, e os esforços estão focados na recuperação da estrutura da pista. Apesar da interdição, o tráfego nas faixas liberadas tem sido considerado normal, sem relatos de congestionamentos adicionais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que continua monitorando a situação e realizando a sinalização adequada.
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