O dólar encerrou a sexta-feira, 17 de julho de 2026, cotado a R$ 5,111, registrando um aumento de 0,25%. Durante o dia, a moeda americana foi negociada a uma mínima de R$ 5,105 e atingiu uma máxima de R$ 5,133. Na semana, o dólar acumulou uma alta de 0,06%.
Por outro lado, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), sofreu uma leve queda de 0,06%, fechando aos 173.714,08 pontos. Durante a sessão, o índice marcou uma máxima de 174.504,63 pontos e uma mínima de 173.285,28 pontos, resultando em uma queda acumulada de 2,3% na semana.

Tarifas dos EUA impactam o mercado brasileiro
A alta do dólar e a queda do Ibovespa foram influenciadas pela confirmação, por parte dos Estados Unidos, de uma tarifa adicional de 25% sobre algumas importações brasileiras, com a vigência programada para 22 de julho. Essa nova imposição aumentou a percepção de risco entre os investidores em relação aos ativos brasileiros, especialmente para empresas exportadoras que têm maior exposição ao mercado norte-americano.
Reação do governo brasileiro e indicadores econômicos
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando medidas para responder ao tarifaço, incluindo a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica e a manutenção de negociações diplomáticas com o objetivo de reverter a decisão antes que a sobretaxa entre em vigor.
Além disso, o mercado também analisou os dados do IBC-Br, que é uma prévia do PIB, mostrando um crescimento de 0,1% em maio. Em um período de 12 meses, a atividade econômica acumulou uma alta de 1,4%, o que reforça a percepção de resiliência da economia brasileira e pode influenciar as expectativas relacionadas à política monetária.
Em uma perspectiva global, investidores continuaram atentos às políticas comerciais dos Estados Unidos e suas possíveis repercussões sobre o crescimento da economia global.
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