A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, declarou que a economia da Argentina está em uma condição 'mais saudável'. A afirmação foi feita em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro da Economia argentino, Luis Caputo, durante uma visita oficial a Buenos Aires no dia 27 de julho de 2026.

Georgieva atribuiu a melhoria nos indicadores econômicos do país a 'um trabalho árduo do governo e também à perseverança e ao sacrifício do povo argentino'. Durante sua análise do desempenho macroeconômico da Argentina, a diretora lembrou da situação financeira crítica que o país enfrentava no início de seu mandato no FMI. 'Quando me tornei diretora-gerente do FMI, a primeira reunião que tive sobre algum país foi sobre a Argentina. Naquele momento, a pergunta que nos fazíamos era se a Argentina poderia se manter à altura de sustentar o serviço de sua dívida. Essa não é a pergunta que temos que fazer hoje', afirmou.

CENÁRIO E PROJEÇÕES ECONÔMICAS

A avaliação positiva de Georgieva ocorre no contexto do Acordo de Facilidades Estendidas, firmado pelo governo do presidente Javier Milei com a instituição em 2025, no valor de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 118 bilhões). Este acordo foi um passo significativo para estabilizar a economia argentina após anos de dificuldades financeiras.

Dados recentes indicam que a atividade econômica da Argentina cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada principalmente pelos setores de exportações e intermediação financeira. No entanto, o comércio interno e a indústria ainda apresentam sinais de retração, refletindo os desafios que o país enfrenta.

Apesar da melhoria no equilíbrio fiscal, o ajuste promovido pela administração de Milei resultou em perdas de poder aquisitivo para salários e aposentadorias. Além disso, a inadimplência das famílias com instituições financeiras aumentou, alcançando 12,8%. O governo argentino, por sua vez, afirma ter recursos suficientes para honrar os compromissos da dívida pública previstos para 2026.