Miriã Cristina Rodrigues Monteiro, de 29 anos, denunciou ter sido vítima de racismo religioso no local onde trabalhava, em Goiânia. A demissão ocorreu na última terça-feira, quando ela retornou às atividades cumprindo preceitos relacionados à sua iniciação no Candomblé.

Centro de Movimento Morbeck e proprietária envolvidos

O caso envolve o Centro de Movimento Morbeck, estúdio de pilates localizado no Setor Marista, e a proprietária do estabelecimento, a empresária Thaise Naia Alves Morbeck. Miriã afirma que foi dispensada sem justa causa após comparecer ao trabalho com roupas brancas, a cabeça coberta e outros elementos ligados ao período de resguardo religioso.

A fisioterapeuta iniciou o recolhimento religioso no dia 30 de agosto e permaneceu no terreiro até 5 de setembro. Antes de se afastar, providenciou a substituição das aulas por outro profissional para que os alunos não fossem prejudicados.