Hong Kong - A editora do Wall Street Journal foi condenada por tentar impedir uma jornalista de assumir um cargo sindical, conforme determinou um tribunal na quinta-feira. A decisão levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa na cidade.

Selina Cheng, que cobria automóveis e energia para o jornal, foi demitida apenas algumas semanas após ser nomeada presidente da Associação dos Jornalistas de Hong Kong (HKJA) em 2024. Ela alega que sua demissão foi motivada pelo fato de ela ter assumido o cargo sindical.

Em julho de 2024, Cheng entrou com uma ação privada contra a Dow Jones Publishing, acusando-a de tentar impedir sua participação na associação. O tribunal decidiu que a empresa foi culpada de 'impedir ou dissuadir um empregado de exercer direitos sindicais', mas absolveu-a de 'demissão ou discriminação por exercer esses direitos'.

A decisão do tribunal levantou preocupações entre os jornalistas, que já operam em um ambiente cada vez mais restrito na cidade. 'O Wall Street Journal estabeleceu um mau precedente ao punir um empregado que estava exercendo seus direitos constitucionalmente protegidos em Hong Kong', afirmou Eric Lai, especialista em direito asiático da Georgetown University.