A influência do El Niño continua sendo um dos principais fatores de atenção para o comportamento das chuvas durante o início da primavera, especialmente em áreas de Mato Grosso e Goiás. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a tendência é de que o período chuvoso demore a se estabelecer de forma mais consistente nessas regiões.
Chuva chega, mas ainda não é suficiente para o plantio
Neste domingo, a faixa de instabilidade avança sobre áreas do Brasil Central e deve provocar chuva no norte de Goiás, norte de Minas Gerais e sul do Espírito Santo. Os acumulados podem chegar a 20 a 30 milímetros, contribuindo para a recuperação da umidade do solo, mas ainda são considerados insuficientes para dar segurança ao início dos trabalhos de semeadura.
No Centro-Oeste, a previsão de chuva para os próximos dias não representa necessariamente o início da regularização do regime de precipitações. Em Primavera do Leste (MT), os modelos indicam acumulados de aproximadamente 15 a 20 milímetros, mas sem perspectiva de continuidade das chuvas ao longo de setembro. As temperaturas podem permanecer próximas dos 39°C a 40°C, cenário que dificulta o início do plantio.
Produtor pode ter de esperar até outubro
Diante desse cenário, a expectativa é de que produtores de Mato Grosso e Goiás precisem aguardar até a segunda quinzena de outubro para encontrar condições mais favoráveis ao início dos trabalhos em campo. Além disso, as temperaturas elevadas nos próximos dias sobre o Brasil Central e o Matopiba também devem ser monitoradas.
O alerta é para que o produtor não interprete episódios isolados de chuva como uma mudança definitiva no padrão climático. Para o início do plantio, além de um primeiro volume de precipitação, é necessário que as chuvas tenham continuidade suficiente para manter a umidade do solo.
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