A crise bancária e política que abala o Paraguai nos últimos dias afetou também a vida de brasileiros que moram no país. O g1 conversou com um empresário que perdeu mais de R$ 200 mil, uma cambista que ficou sem o dinheiro que economizou para as férias e um dono de oficina que ficou sem capital de giro.
Empresário perde parte do capital
Marcelo Bernard, 26 anos, está entre os brasileiros prejudicados. No Paraguai há dois anos e dono de um oficina em Presidente Franco, ao lado a tríplice fronteira, ele perdeu cerca de 5 milhões de guaranis, cerca de R$ 4,5 mil. O prejuízo poderia ser maior se, por lá, não tivesse a cultura de se pagar em dinheiro vivo.
“Para mim a situação não está tão ruim porque no Paraguai as pessoas ainda estão acostumadas a pagar em dinheiro vivo, então eu não tinha todo o meu dinheiro no banco. Eu tinha cerca de 5 milhões de guaranis lá, mas o dinheiro de giro eu mantinha na carteira”, disse.
Há um clima de forte revolta e raiva direcionado ao presidente e aos políticos do país. Por ser uma sociedade conservadora e firme, as pessoas exigem punição rigorosa aos responsáveis.
Outros brasileiros também sofrem
O brasileiro Pedro Treméa, 61 anos, tem uma empresa de refrigeração em Ciudad del Este, também na triplice fronteira. Ele contou que o valor perdido no banco Ueno foi maior do que o valor coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), o FGC paraguaio.
Segundo o Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai, o limite coberto é de 228,3 milhões de guaranis por pessoa e por instituição financeira, o equivalente a aproximadamente R$ 200 mil. Quem tinha valores acima desse teto poderá depender do processo de resolução do banco para tentar recuperar o dinheiro.
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