O escritor canadense nascido no Haiti, Thelyson Orélien, ganhador e finalista dos mais prestigiosos prêmios franceses e fenômeno editorial da temporada literária, é acusado de ter usado inteligência artificial para redigir seu último livro. O autor desmente e denuncia ‘ataques racistas’.

Polêmica após premiação

A história poderia ser a premissa de um romance, mas o caso acontece de verdade na França. Publicado inicialmente no Canadá, pela editora Boréal, em março, e lançado na França em 19 de agosto, pela Grasset, C’était ça ou mourir (Era isso ou morrer, em tradução livre), o primeiro romance do poeta canadense nascido no Haiti, Thélyson Orélien, tornou-se um dos maiores sucessos editoriais da temporada literária.

Com cerca de 35 mil exemplares vendidos, presença nas seleções dos principais prêmios de literatura franceses, entre eles o Goncourt, e vencedor do Prêmio Fnac na segunda-feira (22), o livro passou a ser alvo de controvérsia horas após a premiação. A polêmica foi impulsionada pela conta anônima na rede X, ‘Balance ton Claude’ (entregue seu Claude), que afirmou que a obra teria sido escrita quase inteiramente por inteligência artificial, com base em análises feitas pelo software de detecção Pangram.