Estudo revela impacto das postagens de Bolsonaro nas taxas de desmatamento

O presidente Jair Bolsonaro e seus ministros têm sido criticados por suas postagens nas redes sociais que questionam a necessidade de conservar a Amazônia. Um novo estudo analisou milhares de tweets dos governantes entre 2019 e 2022.

A pesquisa identificou 38 postagens que sugerem que os desmatadores ilegais enfrentariam poucos riscos de punição do governo. Comparando essas postagens com dados sobre desmatamento na Amazônia, os pesquisadores encontraram uma correlação entre as mensagens e o aumento da devastação da floresta.

No ano de 2019, por exemplo, os tweets indicaram que cerca de 420.000 hectares de floresta foram destruídos. O estudo foi publicado na revista The Journal of Politics.

Em 2022, após a derrota de Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o poder e intensificou as medidas de proteção ambiental, resultando em uma redução drástica nas taxas de desmatamento.

Segundo a Carbon Brief, Lula teria preservado cerca de 5 milhões de hectares de floresta em comparação com uma situação hipotética em que Bolsonaro fosse reeleito.