O Comando Central dos Estados Unidos confirmou, neste sábado (18.jul.2026), a realização de novos bombardeios contra forças da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em resposta à morte de dois militares americanos em combate na Jordânia na sexta-feira (17.jul.2026).

De acordo com o comunicado divulgado no X, a ofensiva tem como objetivo “enfraquecer ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica” pelas mortes ocorridas “enquanto o Comando Central dos EUA e forças parceiras defendiam-se contra ataques de mísseis balísticos e drones iranianos”.

Desde o início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, o número de militares norte-americanos mortos chegou a 16, enquanto o total de feridos atingiu 420. O presidente Donald Trump, em entrevista à NewsNation, classificou a situação como “muito triste” e expressou que o governo “detesta ver isso acontecer”.

No mesmo dia, o Irã intensificou suas ações, atacando alvos norte-americanos. Segundo informações da agência de notícias Reuters, uma petrolífera do Kuwait foi alvo de bombardeios contínuos pela Guarda Revolucionária Islâmica, que também atacou uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem e um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan.

Durante um ataque com mísseis e drones à base dos EUA em Al Azraq, na Jordânia, dois caças norte-americanos e outras três aeronaves foram abatidos na madrugada de sábado (18.jul). Além disso, a Arábia Saudita também sofreu ataques com mísseis durante o dia.

Aumento das tensões entre EUA e Irã

A tensão entre Estados Unidos e Irã se intensificou após o fim do acordo de cessar-fogo em 8 de julho. Desde então, os dois países têm se envolvido em uma série de ataques militares, ampliando o conflito armado.

Esses novos episódios de violência ressaltam a fragilidade da situação no Oriente Médio e as complexas relações entre as nações envolvidas, que têm se deteriorado ao longo dos últimos meses.