Ex-presidente do Paraguai é indiciado por fraude e MP pede prisão preventiva

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi indiciado por suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos e interferência na fiscalização do Ueno Bank, uma instituição financeira. Além dele, o ex-presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, também foi denunciado por suspeitas de participação no esquema.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Paraguai, um dia após a destituição de Peña pelo Congresso paraguaio. O órgão também pediu à Justiça que mantenha o ex-mandatário preso preventivamente.

De acordo com a promotoria, Peña utilizou sua posição para influenciar órgãos reguladores e favorecer o Ueno Bank, instituição financeira da qual ele era acionista indireto até março de 2025. Entre as suspeitas está a destinação de aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos de instituições públicas ao banco, incluindo recursos previdenciários.

Já Carvallo é acusado de produzir documentos públicos com informações falsas sobre a situação financeira do banco e de atuar em benefício próprio. A promotoria atribui aos investigados suspeitas de lesão de confiança e administração em proveito próprio.

Peña nega ter cometido irregularidades e sustenta que os problemas enfrentados pelo Ueno Bank são de natureza regulatória. O ex-presidente ainda não foi condenado pelos crimes investigados.