Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada nesta quarta-feira (8) aponta que 20% dos moradores de São Paulo identificam a falta de policiamento como o principal problema da segurança pública no estado. O levantamento foi encomendado pelo jornal "Folha de S.Paulo" e entrevistou 1.608 eleitores entre os dias 1º e 3 de julho, abrangendo 71 cidades. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

No levantamento anterior, realizado em 2022, o percentual que considerava a falta de policiamento como o maior problema era ainda maior, alcançando 24%. Atualmente, o segundo maior problema identificado é o aumento de assaltos, que subiu de 8% para 11% em relação à pesquisa anterior.

Problemas de segurança e suas percepções

Além da falta de policiamento, outras preocupações foram levantadas pelos entrevistados. A segurança ou a ausência dela foi citada como principal problema por 7% dos participantes. Outros 6% mencionaram leis que não funcionam ou impunidade, enquanto 4% apontaram facções criminosas e crime organizado. A mesma porcentagem se aplica à crítica de que a polícia é mal preparada ou mal treinada.

Os dados detalhados sobre as percepções dos moradores de São Paulo incluem:

  • Falta de policiamento: 20%
  • Assaltos: 11%
  • Tráfico de drogas: 8%
  • Falta de segurança: 7%
  • Leis e impunidade: 6%
  • Facções criminosas: 4%
  • Falta de preparação da polícia: 4%
  • Falta de investimento: 3%
  • Criminalidade e violência: 3%
  • Abuso de poder: 2%
  • Polícia/policiamento: 2%
  • Outros: 15%
  • Não sabe: 13%
  • Nenhum: 2%

Visões políticas e demográficas

A questão da segurança pública é uma preocupação que permeia diferentes espectros políticos. Quando questionados sobre se o reduzido efetivo policial é o principal obstáculo à segurança em São Paulo, 19% dos eleitores de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e 25% dos apoiadores de Fernando Haddad (PT) concordaram. A percepção também é semelhante entre os gêneros, com 22% das mulheres e 18% dos homens citando a falta de efetivo como um problema significativo.

Entre os grupos etários, a falta de policiamento é mais frequentemente citada por pessoas na faixa de 35 a 44 anos, com 24% mencionando essa preocupação. Em contraste, apenas 14% dos jovens de 16 a 24 anos consideram essa a principal questão. A pesquisa também revela que a falta de policiamento é mais notável entre moradores da capital e da região metropolitana, onde 24% dos entrevistados a identificaram como problema, em comparação com 17% no interior do estado.