Fishers costeiros do arquipélago de Spermonde, na Indonésia, detonam mais de 8.500 explosivos por ano, segundo estudo de pesquisadores britânicos e indonésios. A prática, conhecida como 'fishing com dinamita', está sendo registrada em áreas de apenas 350 quilômetros quadrados.

Detecção por áudio e inteligência artificial

Em 2023, cientistas instalaram gravadores de áudio no fundo do mar e usaram software de inteligência artificial — agora aberto ao público — para analisar 16 meses de gravações. O sistema identificou mais de 3.500 explosões em 3.600 horas de registro, com validação manual para distinguir bombas de motores de barcos.

Impacto ambiental e padrões de uso

Um único disparo pode destruir até 200 pés quadrados de coral. A pesquisa aponta que o fenômeno ocorre o ano todo, com pico matinal e queda significativa nos dias de oração locais. O estudo destaca que 75% dos corais do arquipélago já foram perdidos desde 1990, devido a atividades humanas, aquecimento e desbotamento.

O impacto é crítico: explosões repetidas criam campos de ruínas que impedem a colonização de corais jovens, dificultando a recuperação natural dos ecossistemas marinhos.