No dia 29 de julho de 2026, a França ampliou suas operações de evacuação em massa devido a incêndios florestais devastadores, enquanto a Espanha lutava contra o maior incêndio de sua história. Cientistas alertam que a frequência de incêndios extremos está aumentando globalmente.
Evacuações em massa na França
As autoridades francesas evacuaram mais 4.000 pessoas de resorts na costa atlântica, somando-se a 220.000 evacuados de regiões do sudoeste do país. Novos focos de incêndio surgiram próximo ao resort de Grand Crohot, a oeste de Bordeaux, levando à mobilização de 23 aeronaves e helicópteros para tentar controlar as chamas.
Sophie Brocas, a principal funcionária governamental da região costeira da Gironde, onde estão localizados Grand Crohot e Bordeaux, afirmou: "A situação permanece complicada. Não estamos fora de perigo". O incêndio na Gironde já consumiu uma área quatro vezes maior que a de Paris, desafiando os esforços de combate de uma dúzia de países.
Situação na Espanha
Na Espanha, os evacuados receberam um alívio temporário, pois milhares de residentes puderam retornar para casa após os bombeiros conseguirem conter os principais incêndios. No entanto, as autoridades permanecem em alerta diante de uma quarta onda de calor no verão, com temperaturas previstas para ultrapassar 40 graus Celsius.
Os bombeiros enfrentam um desafio particular com dois grandes incêndios que, em determinados momentos, estiveram próximos de se fundir em um único foco em colinas arborizadas a oeste de Madrid. Em Ávila, ao noroeste da capital, uma nuvem de pirocumulonimbus foi avistada sobre o incêndio, fenômeno descrito por cientistas como tempestades geradas pelo calor intenso de incêndios florestais ou erupções vulcânicas.
David Gonzalez, um jardineiro de 48 anos, expressou sua frustração com a destruição causada pelos incêndios em Ávila: "Estamos sentindo muita raiva e impotência. É algo desumano".
Impactos das mudanças climáticas
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão contribuindo para verões mais quentes e secos, intensificando os incêndios florestais em toda a Europa. As temperaturas mais altas também estão prolongando as temporadas de incêndio e dificultando o controle dessas chamas, sobrecarregando os recursos dos países europeus.
Atualmente, a União Europeia coordena o envio de recursos adicionais apenas quando um país solicita ajuda emergencial. Com o agravamento dos incêndios no continente, o bloco está pedindo investimentos maiores em gestão florestal e prevenção de incêndios. Bruxelas também está adquirindo uma frota permanente de combate a incêndios.
Hadja Lahbib, Comissária de Gestão de Crises da UE, declarou à Reuters: "As mudanças climáticas estão se acelerando. Portanto, nossa resposta deve evoluir tão rapidamente quanto".
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