George Cottrell, assistente de Nigel Farage, e sua mãe, Fiona Cottrell, foram entrevistados sob cautela por detetives da Scotland Yard, conforme informações do Guardian. As entrevistas estão relacionadas a uma investigação em curso sobre doações ao partido Reform UK, que antecedem as eleições gerais de julho de 2024.
Ambos compareceram voluntariamente aos questionamentos realizados pela equipe especial da polícia metropolitana. Fiona Cottrell, residente em Worcestershire e com um histórico de relacionamento com o Rei Charles, não respondeu a indagações da mídia sobre sua participação e apoio ao Reform UK.
Os advogados de George Cottrell, que reside em Montenegro, afirmaram que ele não faria comentários sobre a situação. Em uma correspondência anterior ao Guardian, os representantes legais do assistente de Farage esclareceram que as doações feitas por sua mãe foram decisões pessoais dela e que as alegações de que George teria contribuído de forma inadequada ao Reform UK eram infundadas.
Investigação sobre doações e possíveis infrações
A investigação criminal foi iniciada pela polícia metropolitana após uma indicação da Comissão Eleitoral. O foco é a análise de contribuições financeiras a partidos políticos antes das eleições gerais do Reino Unido em 2024, além de possíveis infrações relacionadas ao Ato de Partidos Políticos, Eleições e Referendos de 2000 (PPERA).
Esse ato visa coibir a evasão de restrições às doações para partidos políticos. É considerado crime se alguém, ciente de uma doação não permitida, facilitar ou ocultar a origem desse dinheiro. O PPERA também criminaliza a entrega de informações falsas ao tesoureiro de um partido registrado.
Segundo o Guardian, a investigação da Met pode se estender por vários meses e envolve a busca de documentos e informações financeiras de instituições bancárias. A polícia já solicitou e recebeu orientações iniciais da Procuradoria Geral.
Doações significativas e controvérsias políticas
Na quinta-feira, o Times noticiou que a polícia estava averiguando doações de £500.000 feitas por Fiona Cottrell ao Reform UK em maio de 2024. Contudo, a investigação da Met, que começou em fevereiro de 2025, é mais abrangente e examina outras questões financeiras relacionadas ao partido.
Uma quantia de £1 milhão foi doada a um veículo de arrecadação para o Reform UK, chamado Britain Means Business, em 10 de junho de 2024, sendo que metade deste valor foi transferido para o partido poucos dias depois, antes das eleições de 4 de julho.
Richard Tice, vice-líder do Reform UK, declarou à Times Radio que não estava ciente de qualquer investigação sobre a doação de £1 milhão e enfatizou que Fiona Cottrell é uma doadora permitida. Ele também alegou que as críticas sobre o financiamento do partido são parte de uma campanha política motivada.
A questão do financiamento do Reform UK tem gerado crescente atenção, principalmente após revelações de que Farage recebeu £5 milhões de Christopher Harborne, um bilionário do setor de criptomoedas, antes de sua candidatura nas eleições gerais. Figuras políticas, incluindo o primeiro-ministro Keir Starmer e a líder dos conservadores, Kemi Badenoch, têm solicitado maior transparência nas finanças do partido.
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