Girafas vivendo nas savanas de South Sudan, uma região afetada por décadas de conflitos, apresentam um gene pool geneticamente saudável e conectado a populações de girafas vizinhas, aponta pesquisa recente.

Conflitos e conservação

A pesquisa, liderada por Sam van Giessen, da Universidade de Amsterdã, indica que regiões afetadas por conflitos podem manter grande diversidade biológica e merecem atenção em estudos genéticos e esforços de conservação.

South Sudan é lar de duas subespécies de girafa nubiana (Giraffa camelopardalis): a girafa nubiana (G. c. camelopardalis) e a girafa de Kordofan (G. c. antiquorum).

Entre 1985 e 2025, a população de girafas nubianas em Ethiopia e South Sudan diminuiu 95%. Em 2025, cerca de 235 girafas nubianas sobreviviam em pequenos grupos espalhados pelo país, contra uma estimativa de 15,000 em 1995.

Para avaliar a saúde genética dessas populações, pesquisadores do governo de South Sudan, da Fundação de Conservação de Girafas (GCF) e da organização não governamental African Parks analisaram DNA de biópsias de pele coletadas de 30 girafas nubianas nos parques nacionais de Boma e Badingilo, geridos pela African Parks.