Incêndios florestais no Canadá, que já ultrapassam 800 focos ativos, estão gerando sérias preocupações para a final da Copa do Mundo, marcada para o próximo domingo (19). A fumaça resultante desses incêndios se espalhou por diversas cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova York, Chicago, Filadélfia e Washington, onde a visibilidade foi drasticamente reduzida.

A situação é especialmente crítica em Nova York, onde a qualidade do ar atingiu níveis alarmantes. Segundo meteorologistas, a poluição do ar foi equiparada ao equivalente de inalar a fumaça de dez cigarros em um único dia, o que levou a prefeitura a distribuir máscaras para a população. O alerta se estende a 19 estados americanos, onde cerca de 100 milhões de pessoas estão sob risco devido à baixa qualidade do ar.

Impacto dos incêndios e reações políticas

Os incêndios florestais, exacerbados por condições climáticas de calor e seca, têm como maior foco a província de Ontário. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para responsabilizar o Canadá pela situação, alegando que a poluição está gerando prejuízos financeiros significativos e ameaçou incluir esses custos nas tarifas já impostas ao país vizinho.

Preocupações para a final da Copa do Mundo

A situação se torna ainda mais crítica para os atletas que se preparam para a final da Copa do Mundo em Nova Jersey, onde as seleções da Argentina e da Espanha estão em treinamento. Um pneumologista alertou que durante um jogo de futebol, os pulmões demandam uma quantidade de ar que pode ser até três vezes maior do que em estado de repouso, e a inalação de ar poluído pode ser prejudicial à saúde dos jogadores.

As previsões meteorológicas para o fim de semana indicam que a qualidade do ar pode piorar novamente, apesar de uma leve melhora observada na sexta-feira (17). As autoridades monitoram a situação de perto, mas a incerteza persiste devido à intensidade dos incêndios e às condições climáticas, incluindo o potencial de uma tempestade.