A exposição 'O Barco', inaugurada nesta terça-feira (22) no Sesc Pompeia, em São Paulo, denuncia as marcas do tráfico transatlântico de africanos escravizados, considerado pela Assembleia Geral da ONU como o crime mais grave já praticado contra a humanidade.

Por meio de uma instalação escultórica e performática, a artista portuguesa Grada Kilomba questiona o que o fundo do oceano revelaria se fosse esvaziado de água hoje, levando o público a refletir sobre a violência cíclica associada ao tráfico de escravizados.

Impacto histórico

O Brasil foi o principal destino desses escravizados, com mais de 4,8 milhões de africanos sendo transportados através do Oceano Atlântico durante cerca de 400 anos.

Detalhes da instalação

A obra, composta por 134 blocos de madeira queimada dispostos em uma área de 220 metros quadrados, desenha a silhueta do fundo de uma grande embarcação, revelando a arquitetura dos porões dos navios negreiros.