O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, comentou sobre os possíveis cenários das eleições presidenciais de 2026, afirmando que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno, mas perderia para Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato ao governo de Goiás. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal O Globo, durante conversa com os jornalistas Lauriberto Pompeu e Victoria Azevedo.

Desafios de Flávio Bolsonaro

Kassab expressou a opinião de que Flávio não deve desistir da corrida presidencial, apesar das dificuldades enfrentadas por sua candidatura. Ele observou que, segundo pesquisas, Flávio apresenta números positivos, questionando: "Os números na pesquisa dele são bons, por que ele vai deixar?". No entanto, o dirigente também reconheceu que os desentendimentos internos na campanha do senador têm prejudicado sua imagem, citando a influência da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, como um fator complicador.

A posição de Caiado e a estratégia do PSD

Kassab definiu Ronaldo Caiado como um político de "direita moderada" com experiência administrativa e capacidade de diálogo. Ele ressaltou que a candidatura presidencial do PSD foi planejada como uma "chapa pura" e destacou que o partido resistiu a pressões tanto do bolsonarismo quanto do petismo. Kassab afirmou que a campanha de Caiado deve focar em propostas e resultados de gestão, evitando um discurso excessivamente crítico em relação aos adversários.

Relações estaduais e críticas aos irmãos Bolsonaro

O presidente do PSD também comentou sobre a relação do partido com candidatos a governos estaduais, afirmando que não haverá imposição para que seus candidatos apoiem Caiado, nem punições para aqueles que optarem por outros palanques presidenciais. Ele destacou que as disputas estaduais são tão importantes quanto a eleição presidencial e que as redes sociais reduziram a dependência dos candidatos em relação às estruturas locais.

Além disso, Kassab criticou a atuação dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante a recente discussão sobre tarifas, afirmando que o apoio inicial de Eduardo prejudicou a imagem da família e que Flávio está tentando "correr atrás do prejuízo". O dirigente também defendeu a necessidade de mudanças no modelo de emendas de congressistas, considerando "absurdo" o montante de cerca de R$ 60 bilhões reservado no Orçamento e sugerindo que Caiado deveria se posicionar contra o sistema atual.