Um líder de um culto apocalíptico na África do Oriental, Paul Mackenzie, foi condenado a 200 anos de prisão por assassinar 191 pessoas, quase todas crianças, em um dos casos mais letais de atividades de cultos registrados.

Mackenzie, que se autodenomina pastor, foi encontrado culpado de ordenar seus seguidores a fizeram jejum até a morte, acreditando que isso permitiria que eles “encontrem Jesus”. A sentença foi dada pela Justiça Keniana após a descoberta de mais de 400 corpos enterrados em uma floresta.

A sentença inclui 100 anos de prisão por homicídio e 100 anos por crimes relacionados à fome. As penas serão cumpridas simultaneamente, mas consecutivamente, resultando em um total de 200 anos de prisão.

Mackenzie também enfrenta acusações separadas de homicídio culposo e terrorismo, negando qualquer responsabilidade.

A justiça decidiu não aplicar a pena de morte, mesmo reconhecendo que o caso era grave, argumentando que isso eliminaria qualquer possibilidade de reabilitação e desligamento.