O mercurocromo, antisséptico amplamente utilizado para tratar pequenos machucados, foi banido do Brasil há 25 anos devido à presença de mercúrio em sua composição. Essa decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) visou reduzir a exposição da população a substâncias tóxicas.
O químico Adriano Andricopulo, professor da Universidade de São Paulo (USP), explica que o mercurocromo continha merbromina, um composto organomercurial. Embora o mercúrio estivesse presente na estrutura química, não se tratava do mercúrio metálico solto. A preocupação da Anvisa se fundamentou no fato de que o uso repetido do produto, especialmente em áreas extensas da pele, poderia resultar em maior absorção do metal, potencialmente tóxico.
Histórico do mercurocromo
Desenvolvido nos Estados Unidos em 1919, o mercurocromo se tornou um antisséptico acessível e prático para pequenas lesões. Seu inventor, Hugh Hampton Young, descobriu as propriedades antissépticas da merbromina na Universidade Johns Hopkins. O produto, que costumava ser uma solução de 2% de merbromina em 98% de álcool ou água, era amplamente recomendado por médicos antes do advento dos antibióticos modernos.
Andricopulo ressalta que, antes da penicilina, prevenir infecções em ferimentos era um grande desafio, e a merbromina foi uma importante inovação na época. No entanto, a partir dos anos 1990, os especialistas começaram a questionar sua eficácia em comparação a soluções mais simples, como água e sabão.
Alternativas e riscos associados
O médico Drauzio Varella, em artigo de 2011, recorda que o popular ditado
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