O chanceler alemão, Friedrich Merz, se prepara para tentar convencer o país de que ainda tem capacidade de governar após sofrer, na véspera, derrotas expressivas em eleições regionais para a extrema direita e a esquerda radical.
Derrotas significativas
Seu partido conservador, a CDU (União Democrata-Cristã), ficou fora da assembleia regional de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste do país, por não ter alcançado sequer 5% dos votos. A extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu na região com 38% dos votos, enquanto a esquerda radical Die Linke liderou com 25%, à frente da CDU, que obteve 20%.
A AfD também teve uma votação expressiva, com 15%. As duas derrotas se somam à sofrida em 6 de setembro para a AfD no estado oriental da Saxônia-Anhalt, o que desencadeou especulações sobre uma possível saída antecipada do chanceler.
Rejeição crescente
Merkz afirmou que continua como 'presidente da CDU' e como 'chanceler', prometendo seguir com sua agenda de reformas para reativar uma economia estagnada. No entanto, a implementação dessas reformas está travada por divergências com seu parceiro de coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD), e por disputas internas na CDU.
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