Metade dos trusts do Serviço Nacional de Saúde (NHS) em England carecem de fundos específicos para cobrir o período de licença maternidade de seus funcionários, segundo análise divulgada pela Sociedade Chartered de Fisioterapia (CSP).

Impacto na área de fisioterapia

A análise, realizada através de solicitações de informação aberta, mostrou que 49% dos trusts não possuem um orçamento dedicado ou política para permitir gastos extras nesse fim. Em casos onde existem fundos, a fisioterapia parece ser tratada menos favoravelmente comparada a outras áreas de saúde. Mais de um em cada cinco trusts (22%) relataram que suas disposições para substituição não incluem fisioterapeutas, enquanto apenas 9% mencionaram a mesma situação para enfermeiros.

A falta de planejamento para licenças maternidade pode levar a sobrecarga de trabalho para equipes já estressadas, resultando em atrasos para tratamentos e reabilitações dos pacientes.

Consequências e chamado para ação

A CSP destaca que a ausência de fundos para licenças maternidade pode colocar em risco a qualidade do atendimento aos pacientes, especialmente considerando que as mulheres representam cerca de 79% da força de trabalho em fisioterapia do NHS.

A diretora de prática e desenvolvimento da CSP, Ash James, alerta sobre a disparidade entre fisioterapeutas e enfermeiros em relação ao acesso a fundos para licenças maternidade. Ela afirma que isso pode prolongar os tempos de espera para tratamentos e reabilitações.