Os nanodevices injetáveis criados por pesquisadores do MIT Media Lab oferecem uma nova esperança para o tratamento do glioblastoma, uma das formas mais agressivas e resistentes ao tratamento entre os cânceres cerebrais.
Segundo os cientistas, esses dispositivos nanométricos, cada um com cerca de um centésimo da espessura de um fio de cabelo humano, podem ser ativados por um campo magnético, gerando campos elétricos localizados que atacam e matam células cancerosas do cérebro sem danificar tecidos saudáveis.
Tecnologia HITMAN
A tecnologia, chamada HITMAN (Highly Localized Electric-Field-Induced Tumor Therapy Using Magnetically Actuated Nanoantennas), foi testada com sucesso em estudos laboratoriais e animais, demonstrando redução significativa no crescimento dos tumores e extensão da sobrevivência dos animais sem efeitos colaterais visíveis.
Os resultados mostraram que o HITMAN eliminou 52,2% das células cancerosas resistentes a medicamentos, comparado a apenas 9,8% pela quimioterapia convencional temozolomida. Além disso, o tratamento não causou danos aos neurônios saudáveis e às células que apoiam o cérebro.
Mecanismo de ação
Os nanodevices são ativados por um campo magnético externo, que gera campos elétricos localizados que interrompem as correntes e campos bioelétricos das células cancerosas, levando a uma série de mecanismos antitumorais, incluindo a desfolding de proteínas, danos à membrana celular e estresse do retículo endoplasmático.
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