Nesta quarta-feira (8), 46 cidades do Sul do Brasil enfrentaram temperaturas abaixo de zero. O município de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, registrou a menor temperatura do país, alcançando -6,1ºC. No Paraná, Guarapuava teve uma mínima de 0,4ºC, enquanto o Rio Grande do Sul contabilizou 19 cidades com temperaturas negativas.
Apesar do frio intenso pela manhã, a presença do sol à tarde elevou as temperaturas, que se aproximaram dos 20ºC. Uma moradora de Guarapuava comentou sobre a importância de se agasalhar e manter a imunidade alta: “Sol, vitamina C, isso ajuda bastante a estar a imunidade forte, se prevenir e se agasalhar, é importante”.
Campanha do agasalho e cuidados com a saúde
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul já arrecadou 140 mil peças na campanha do agasalho, que visa proteger a população mais vulnerável. O major Gustavo do Nascimento, da Defesa Civil, ressaltou a necessidade de que as doações estejam em bom estado: “Tem que estar limpa, adequada, sem ter rasgões. Então, tem que estar em perfeito ou bom estado de conservação”.
Com a queda acentuada das temperaturas, o número de internações por doenças respiratórias também aumentou. Atualmente, a Região Sul do Brasil conta com cerca de 2 mil pessoas hospitalizadas devido a problemas respiratórios. Em Porto Alegre, a situação é preocupante, com três em cada quatro pacientes internados sendo crianças ou idosos, conforme afirmou Fernando Alvares, coordenador da Emergência do Hospital Vila Nova: “Eles têm uma fragilidade um pouco maior. Então, a gente não pode deixar esse paciente deteriorar muito, piorar muito para que seja procurado o atendimento”.
Vacinação contra a gripe
Entre os grupos mais vulneráveis, a cobertura vacinal contra a gripe está em apenas 44% no Brasil, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Fernando Ritter, secretário de Saúde de Porto Alegre, fez um apelo à população: “O que a gente percebe é que quase a totalidade das pessoas que foram a óbitos por síndrome respiratória aguda grave, que é a evolução mais grave dos problemas respiratórios, quase total foi por não ter tomado a vacina. Por isso, queria fazer um apelo para os pais que estão nos ouvindo: levem suas crianças. A vacina é a melhor forma de a gente prevenir”.
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