No dia que a guerra do Irã completa 5 meses, Trump recebe Netanyahu na Casa Branca Quando o presidente norte-americano, Donald Trump, subiu ao palco da Cúpula de Defesa e Inovação da Pensilvânia, nos EUA, no início deste mês, ao lado de CEOs de algumas das maiores empresas de defesa do país, ele tinha uma mensagem: é preciso aumentar o volume e a velocidade da produção de armas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Temos as armas de melhor qualidade do mundo", disse Trump aos fabricantes de armamentos reunidos na Escola de Guerra do Exército dos EUA, ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth. "Mas precisamos produzir mais rápido." O governo Trump apresentou a cúpula como parte de uma estratégia com dois objetivos: revitalizar a indústria americana e reforçar a capacidade de combate das Forças Armadas dos EUA e, nas palavras de Hegseth, o "arsenal da liberdade" do país.
No entanto, pouco se falou sobre o enorme volume de armamentos sofisticados, de fabricação complexa, empregado durante os quase 40 dias de intensas operações militares da Operação Epic Fury ("Fúria Épica", em tradução livre), contra o Irã no início deste ano, e nos ataques de subsequentes realizados desde então. Até agora, o governo dos EUA afirma que a guerra custou US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 208 bilhões), e a maior parte desse valor foi destinada à compra de munições. Quando um frágil cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, as forças americanas já haviam atingido mais de 13 mil alvos no Irã, segundo a Casa Branca.
No mesmo período, os sistemas de defesa aérea dos EUA interceptaram mais de 1,7 mil drones e mísseis balísticos iranianos. Agora, os EUA suspenderam os ataques ao Irã para permitir o avanço das negociações. Segundo uma reportagem do jornal americano The New York Times, Trump foi aconselhado a desistir de intensificar o conflito, já que isso reduziria ainda mais os estoques americanos de armamentos.
Na segunda-feira (27), Trump negou que houvesse escassez. Em entrevista ao jornal americano The Wall Street Journal, ele afirmou: "Temos muito mais munições do que qualquer outro país do mundo, e muito mais do que precisamos". Esse é um tema delicado há algum tempo dentro do governo dos EUA.
No mês passado, ao ser questionado sobre o assunto, Hegseth negou que os estoques estivessem caindo rapidamente. Sua posição parece ter mudado desde então. Na semana passada, Hegseth disse à Comissão de Apropriações do Senado — que define destinações orçamentárias para agências e depatamentos — que o Pentágono precisa de mais US$ 87 bilhões (R$ 482 bilhões) para suprir "carências críticas", incluindo equipamentos.
Os números exatos sobre o consumo de munições e o volume dos estoques remanescentes continuam sob sigilo. Mas dados públicos compilados pelo centro de pesquisa e debates CSIS, sediado em Washington D.C., revelam um quadro preocupante: os estoques foram reduzidos a um nível que, no curto prazo, é difícil de ser recomposto. "Depende do tipo de munição, mas o prazo mínimo é de um a cinco anos [para fabricar um único míssil]", diz Mark Cancian, coronel reformado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e assessor sênior do CSIS, que estuda o tema.
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