Pesquisadores britânicos descobrem impactos biológicos significativos durante jejum prolongado. Um estudo publicado em 2024 pela Queen Mary University of London e a Norwegian School of Sports Sciences revelou que o jejum prolongado, ou jejum intermitente, causa mudanças biológicas em múltiplos órgãos, com efeitos mais notáveis após cerca de três dias.

O corpo adapta-se ao jejum. Durante o jejum, o corpo passa a utilizar gorduras armazenadas como fonte de energia, em vez de glicose proveniente da alimentação. Esta mudança metabólica é conhecida desde há muito, mas os efeitos biológicos mais amplos ainda eram pouco compreendidos.

A pesquisa acompanhou 12 voluntários saudáveis durante sete dias de jejum líquido, medindo alterações em cerca de 3.000 proteínas no sangue antes, durante e após o jejum. Os resultados indicam que o jejum pode ter efeitos benéficos além da perda de peso, embora muitos desses efeitos só se tornem evidentes após três dias sem alimentos.