Andy Burnham assumirá o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira, após a renúncia de Sir Keir Starmer. A expectativa agora se volta para quem ocupará o cargo de chanceler, uma posição crucial no novo governo.

Possíveis candidatos ao cargo de chanceler

A equipe de Burnham afirmou que nenhuma decisão foi tomada sobre os cargos do gabinete e que os anúncios serão feitos na segunda-feira. No entanto, as especulações sobre quem pode assumir a liderança do Tesouro já estão em alta. Entre os nomes cogitados, destaca-se Shabana Mahmood, atual secretária do Interior. Fontes da BBC indicam que há “discussões ativas” sobre sua nomeação, enquanto o Financial Times relata que sua escolha é considerada certa.

Embora Mahmood não tenha formação em economia, sua posição como ministra sênior da ala mais à direita do Partido Trabalhista pode ajudar a tranquilizar os mercados financeiros. Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, comentou que o mercado já reagiu positivamente à possibilidade de Mahmood, com o valor da libra subindo cerca de 1% em relação ao dólar esta semana.

Outros nomes em destaque

Ed Miliband, ex-líder do Partido Trabalhista, foi um forte candidato ao cargo de chanceler, principalmente por sua proximidade política com Burnham. Contudo, há divergências sobre a aceitação de Miliband pelos mercados financeiros, que dependem de sua confiança para empréstimos. Alguns analistas o consideram um risco em termos de inflação, dado seu histórico como secretário de energia.

Yvette Cooper, atual secretária de Relações Exteriores, é vista como uma opção de compromisso. Com ampla experiência no governo, Cooper já atuou como secretária-chefe do Tesouro e é considerada uma escolha equilibrada.

Wes Streeting, um ex-candidato à liderança do Partido Trabalhista, também foi mencionado como um possível chanceler. No entanto, Lord Jim O'Neill, que aconselha Burnham, alertou sobre a necessidade de definir prioridades antes de escolher um chanceler. Streeting é visto como uma opção amigável ao mercado, mas sua ambição política pode representar um risco.

Pat McFadden, atual secretário de Trabalho e Pensões, é considerado por alguns como o candidato mais qualificado, devido à sua experiência em funções relacionadas ao Tesouro. Analistas acreditam que ele pode ser visto como uma escolha segura pelos mercados.

Enquanto isso, a atual chanceler, Rachel Reeves, enfrenta incertezas sobre sua permanência no cargo. Um porta-voz de Burnham declarou que nenhuma decisão foi tomada, mas relatos indicam que Reeves pode ser substituída.

Outras opções e especulações

Além dos candidatos já mencionados, há outros nomes que podem surgir como surpresas. O ex-secretário de Defesa John Healey, por exemplo, é uma possibilidade, mas sua escolha poderia comprometer Burnham com demandas específicas de aumento de gastos. Outros potenciais candidatos incluem Darren Jones, secretário-chefe do primeiro-ministro, e Torsten Bell, ex-CEO da Resolution Foundation.

À medida que o novo governo se forma, a escolha do chanceler será fundamental para definir a direção econômica do Reino Unido, especialmente em tempos de desafios fiscais e políticos.