A pressão das despesas previdenciárias e a redução de recursos para infraestrutura estão entre os principais pontos de atenção na discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA) de Goiás para 2027. Em entrevista ao Jornal Opção, o deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade), relator da proposta na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), reconheceu que a previsão de investimentos em infraestrutura sofreu uma diminuição em razão da extinção do mecanismo de arrecadação do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). Ele também destacou que a Previdência Social concentra a maior despesa prevista para o próximo exercício, estimada em R$ 11 bilhões.

Redução na infraestrutura

Em relação a previsão de investimentos em infraestrutura e saúde, Wagner Camargo Neto afirmou que houve diminuição dos recursos destinados à primeira área. Ele atribuiu a redução à revogação da legislação que instituiu o Fundeinfra, mecanismo que direcionava recursos para obras e ações de infraestrutura no Estado.

‘Na verdade, nós tivemos uma diminuição na infraestrutura pela falta do Fundeinfra. É algo que tem um recurso remanescente, mas, como o Estado cortou a taxa, o Poder Executivo revogou essa lei. Então, hoje nós temos uma diminuição representativa’, afirmou.