No julgamento de mérito de ação penal derivada da Operação Faroeste, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e o juiz aposentado Sérgio Humberto de Quadros Sampaio por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A desembargadora foi condenada a 14 anos e 11 meses de prisão em regime inicial fechado, enquanto o juiz aposentado recebeu 15 anos e oito meses de reclusão, também em regime inicial fechado. Ambos tiveram seus cargos públicos cassados.

Os magistrados comercializavam decisões judiciais relacionadas a conflitos fundiários, segundo o ministro Og Fernandes. Além deles, um empresário e seu advogado também foram condenados.

A operação revelou um esquema sofisticado de grilagem de terras e comercialização de decisões judiciais no oeste baiano.