Testemunhas afirmar que Casares pegava cerca de R$ 100 mil em espécie do São Paulo por mês Duas testemunhas interrogadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público detalharam como o ex-presidente Julio Casares retirava dinheiro em espécie do São Paulo, em envelopes e sacolas, pelo menos uma vez por mês. Os valores de cada retirada giravam em torno de R$ 100 mil, de acordo com os depoimentos. O ex-dirigente é um dos investigados por uma Força Tarefa por possíveis irregularidades cometidas durante sua gestão no clube, de janeiro de 2021 a janeiro de 2026.
Procurado, Julio Casares disse, em nota enviada por sua defesa, que "tudo se acha regularmente acautelado na Contadoria do Clube" e que as movimentações em dinheiro vivo são referentes a "no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições". Veja o posicionamento completo ao fim da reportagem. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp O ge obteve acesso com exclusividade aos depoimentos das duas testemunhas consideradas cruciais para o desenrolar das investigações.
A identidade das pessoas ouvidas pelo delegado Tiago Fernando Correia, da Polícia Civil, e pelos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, do Ministério Público, será preservada. As testemunhas trabalhavam diretamente com o ex-presidente Julio Casares no São Paulo, do início ao fim de sua gestão, e responderam aos questionamentos da Força Tarefa que conduz três inquéritos policiais sob "o compromisso de dizer a verdade". Mais do São Paulo: + Volante chega para fazer exames e assinar contrato Julio Casares em Flamengo x São Paulo Jorge Rodrigues/AGIF Um dos inquéritos que tem Casares como alvo investiga um possível desvio de capitais.
Foram detectados 35 saques das contas do clube, totalizando R$ 11 milhões, entre janeiro de 2021 e novembro de 2025. Depósitos em dinheiro somando R$ 1,5 milhão em contas do ex-presidente também são investigados. + Leia mais notícias do São Paulo Em março deste ano, o Conselho Deliberativo do São Paulo reprovou as contas de 2025 sob o argumento de que não há justificativa para grande parte dos valores sacados das contas do clube nos últimos anos, a mando de Julio Casares.
De acordo com um relatório interno, quase R$ 7 milhões não têm explicação nem comprovação de gastos. As testemunhas ouvidas pela investigação da Polícia Civil e do Ministério Público revelaram que o ex-presidente possuía uma rotina mensal de retirada de dinheiro do São Paulo, em frações de pelo menos R$ 100 mil, até o fim da gestão. – Era um valor variável, acho que uma vez por mês.
Isso (acontecia uma vez por mês). R$ 100 mil, R$ 115 (mil), R$ 118 (mil)… R$ 100 (mil), R$ 109 (mil) e R$ 118 (mil). Isso, em dinheiro.
Num envelope, dentro de uma pasta "polionda". O envelope vinha fechado, com plástico a vácuo. Então, eu não contava o valor, porque ele já vinha fechado.
E tinha um recibo que especificava o valor – disse uma das testemunhas. Morumbis, estádio do São Paulo Marcos Ribolli De acordo com os depoimentos, os recibos justificavam que esses valores seriam para "ações promocionais". Não havia explicações, porém, sobre quais eram essas ações promocionais e seus resultados.
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