O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, desclassificou informações nesta quinta-feira, 12 de outubro de 2023, afirmando que elas demonstram interferência da China nas eleições americanas de 2020. Essa ação revive suas alegações sobre a segurança eleitoral, mesmo diante de avaliações da inteligência dos EUA que não encontraram evidências de que Pequim tenha alterado o resultado da votação que resultou em sua derrota.
A divulgação das informações ocorre em um momento estratégico, com as eleições de meio de mandato se aproximando, quando os republicanos buscam manter suas maiorias no Congresso e enfrentam a possibilidade de perder o controle de uma ou ambas as câmaras.
Legislação e segurança eleitoral
Trump tem pressionado seus colegas republicanos no Congresso a aprovar legislações que impõem novas exigências de identificação de eleitores e comprovação de cidadania, apesar de estudos que indicam que fraudes eleitorais nos EUA são raras. Durante seu discurso, ele afirmou que a China teria adquirido ilegalmente 220 milhões de arquivos de eleitores americanos, que incluem nomes, endereços e outros dados utilizados para registro.
O ex-presidente alegou que membros da comunidade de inteligência dos EUA teriam suprimido informações sobre a extensão das atividades chinesas. No entanto, essa afirmação contrasta com uma avaliação desclassificada de 2021, que concluiu que não houve tentativas de atores estrangeiros de alterar qualquer aspecto técnico da eleição presidencial de 2020.
Reações e desdobramentos
Antes do discurso de Trump, alguns oficiais da Casa Branca expressaram preocupação de que a divulgação das informações sobre a China poderia ser enganosa, segundo fontes da Reuters. A linguagem dura de Trump em relação à China pode prejudicar uma relação que se estabilizou após a guerra comercial de 2022. Ele espera se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro para discutir a melhoria das relações comerciais.
Em resposta às alegações de Trump, um porta-voz da embaixada chinesa afirmou que
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