A China evacuou mais de 1,8 milhão de pessoas neste sábado (11) em preparação para a chegada do tufão Bavi à costa leste do país. A tempestade, que já havia passado pelo sul do Japão e pelo norte de Taiwan, segue em direção à cidade de Wenzhou, que possui cerca de 10 milhões de habitantes.
Embora Bavi tenha perdido força e velocidade, os meteorologistas alertam sobre o grande volume de umidade que o sistema carrega, aumentando o risco de chuvas intensas e enchentes. Na manhã deste sábado, os ventos sustentados do tufão eram de até 144 km/h.
Evacuação em massa e preparativos
A maior parte das evacuações ocorreu na província de Zhejiang, onde está localizada Wenzhou. Além disso, cerca de 100 mil pessoas foram retiradas de suas casas na província vizinha de Fujian. Os moradores, antecipando a chegada da tempestade, correram para fazer compras antes do fechamento de mercados e lojas.
Huang Xinghuan, um residente de 50 anos, afirmou que sua família se preparou armazenando água suficiente para dois ou três dias, mas expressou confiança na capacidade das autoridades em lidar com a situação e descartou a necessidade de estocar grandes quantidades de alimentos.
Impactos em Taiwan e Japão
Em Taiwan, mais de 14 mil pessoas foram evacuadas, especialmente de áreas montanhosas, em função da previsão de chuvas intensas, mesmo que o tufão não tenha atingido diretamente a ilha. O governo local implementou medidas preventivas, resultando no cancelamento de ao menos 920 voos internacionais e 282 voos domésticos, além do fechamento de escolas e repartições públicas.
Até o momento, tanto o Japão quanto Taiwan não registraram mortes relacionadas ao tufão. No entanto, em Taiwan, 87 pessoas ficaram feridas, a maioria devido a quedas de motocicletas, bicicletas ou por objetos lançados pelo vento. Nas Filipinas, as chuvas associadas ao tufão agravaram as monções, resultando na morte de 17 pessoas.
As autoridades continuam monitorando a trajetória do tufão Bavi, que deve atingir a região de Wenzhou na madrugada de domingo (12). A situação segue sendo acompanhada de perto, tendo em vista os riscos de desastres naturais gerados pela tempestade.
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