O dólar fechou em alta e a bolsa encerrou em queda nesta quinta-feira (5), em um pregão marcado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. A pressão veio principalmente de Wall Street, com fortes perdas de ações ligadas à inteligência artificial.
No cenário doméstico, investidores acompanharam a manutenção da Selic em 13,75% ao ano e as discussões sobre a política econômica do governo Lula. A moeda estadunidense terminou próxima de R$ 5,49, e o principal índice da bolsa brasileira recuou para cerca de 166,2 mil pontos.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 0,67%, cotado a R$ 5,488. O movimento acompanhou a deterioração do cenário externo, especialmente no mercado acionário dos Estados Unidos.
Ações de empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia registraram perdas expressivas, em meio a preocupações com investimentos no segmento e possíveis mudanças regulatórias após as eleições de meio de mandato.
A pressão internacional levou investidores a reduzir posições em ativos de risco, incluindo moedas de países emergentes, e buscar proteção no dólar. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense em relação a uma cesta de seis divisas, subia 0,09%, aos 101,560 pontos.
No Brasil, o câmbio também acompanhou as discussões sobre a agenda econômica. Lula se reuniu com ministros, ex-ministros e conselheiros para debater os rumos da economia. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas.
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