O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,3% para 2,0%, refletindo principalmente a desaceleração do setor de serviços, influenciado pelo comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas.

Impacto nas projeções

A projeção para o setor de serviços caiu de 2,4% para 1,8% e a da indústria, de 2,1% para 1,7%, movimentos parcialmente compensados pela agropecuária, revisada de 1,8% para 2,8%. Nos serviços, a revisão decorre do carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre e da transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica.

Ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo.