Após a dolorosa derrota para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo, o capitão da seleção inglesa, Harry Kane, foi questionado sobre a possibilidade de participar do Mundial de 2030. Ele respondeu que era muito cedo para discutir isso. Kane, que tem sido a principal referência no ataque da Inglaterra, com 85 gols em 124 jogos, pode enfrentar a aposentadoria internacional em um futuro próximo.
Com apenas 33 anos em breve, Kane deve estar presente na Eurocopa em casa em dois anos, mas sua idade levanta questões sobre o que a Inglaterra fará quando o artilheiro histórico se retirar. A dependência da equipe em relação a Kane foi evidente, uma vez que ele foi fundamental na conquista de seis gols no torneio, junto com Jude Bellingham.
Desafios no Ataque Inglês
A seleção enfrentou dificuldades em encontrar alternativas para Kane. Durante a Copa do Mundo, o treinador Thomas Tuchel mostrou preferência pelo atacante do Bayern, utilizando-o em quase todos os minutos dos sete jogos disputados. A falta de confiança nas opções disponíveis no banco de reservas, como Ollie Watkins e Ivan Toney, que tiveram pouco tempo de jogo, sugere uma necessidade urgente de desenvolver novos atacantes.
Os outros atacantes que atuaram pela seleção nos últimos doze meses, como Dominic Solanke e Dominic Calvert-Lewin, também estão na faixa dos 30 anos. Além disso, a última temporada da Premier League viu um recorde baixo com apenas três atacantes ingleses marcando 10 ou mais gols. Isso indica uma crise na produção de novos talentos para a posição de centroavante.
Novas Esperanças e Possíveis Soluções
Enquanto isso, nomes como Liam Delap, que se transferiu para o Chelsea, têm potencial, mas ainda não se destacaram na liga. A escassez de atacantes jovens de alto nível é preocupante, especialmente com a comparação ao que ocorreu no final da carreira de Wayne Rooney, quando Kane surgiu como uma solução imediata.
Na base, existem alguns jovens talentos, como Shim Mheuka, que já mostra potencial no Chelsea, e Caelan Cadamarteri, do Manchester City, mas ainda é incerto se eles se tornarão os artilheiros que a seleção precisa. O futuro pode exigir que a Inglaterra considere novas táticas, como o uso de um falso nove, uma abordagem que Tuchel tentou, mas não obteve sucesso no amistoso contra o Uruguai.
Anthony Gordon, conhecido como um jogador de lado, já demonstrou capacidade de atuar como falso nove e teve sucesso no Campeonato Europeu Sub-21. Sua versatilidade pode ser uma solução viável para a seleção, especialmente se o surgimento de novos atacantes não acontecer nos próximos anos.
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