Com reservas de terras raras, nióbio e outros recursos minerais de importância econômica, Goiás está entre os estados que podem ser beneficiados pela nova classificação de minerais críticos e estratégicos aprovada nesta quinta-feira, 5, pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).
Veja a lista de minerais classificados pelo governo federal
| Prioridade | Minerais |
|---|---|
| Alta | Terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio |
| Média | Tungstênio, cromo, vanávio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre |
| Baixa | Nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e grupo da platina |
As terras raras, que possuem projetos de exploração em Goiás, foram classificadas como de alta prioridade. O nióbio, também presente na atividade mineral goiana, integra a categoria de baixa prioridade, embora continue considerado estratégico para a economia nacional.
Goiás pode ampliar participação na cadeia tecnológica
O município de Minaçu, no norte goiano, abriga o projeto de terras raras da Serra Verde, voltado à produção de concentrados minerais utilizados na obtenção de elementos essenciais para ímãs permanentes, veículos elétricos e equipamentos industriais.
Já a região de Catalão e Ouvidor possui tradição na produção de nióbio e fosfato, matérias-primas utilizadas, respectivamente, na fabricação de ligas metálicas de alto desempenho e fertilizantes.
Com a nova política, a expectativa é de que projetos relacionados a esses minerais encontrem um ambiente de maior previsibilidade regulatória. Entretanto, a classificação, por si só, não representa a garantia de novos investimentos ou de ampliação imediata da produção.
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